Arquipélago de Alcatrazes: Point de mergulho e turismo náutico
O Arquipélago de Alcatrazes é conhecido como um dos maiores ninhos de aves marinhas do Brasil, e um dos pontos turísticos para o ecoturismo e prática de mergulho mais famosos do país.
Esse arquipélago já foi área de treinamento da Marinha do Brasil por muito tempo, mas hoje em dia é palco para operações de mergulho autônomo e visita embarcada na região.
O conjunto de ilhas fica a cerca de 45km de Ilhabela e São Sebastião, em um trajeto de 2 a 3 horas de barco, dependendo das condições do mar. É um verdadeiro tesouro da vida silvestre e marinha.
Para quem pratica o esporte, o local é ideal para batizados ou apenas apreciar a fauna marinha. O passeio vale apenas para quem curte ecoturismo também.
Saiba mais sobre o local abaixo!
Sobre o Arquipélago de Alcatrazes
O Arquipélago dos Alcatrazes é um local em Ilhabela que impressiona não só pela beleza, mas também por abrigar uma expressiva biodiversidade marinha e insular.
Por conta disso, o local é protegido por duas unidades de conservação marinhas – a Estação Ecológica (Esec) Tupinambás, com área de 2.560,40 hectares; e o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, com área de 67.409,12 hectares.
Ambas as unidades buscam conservar espécies ameaçadas, endêmicas e migratórias, mas a segunda é a maior unidade de conservação marinha de proteção integral da plataforma continental brasileira das regiões Sul e Sudeste.
Todo o território abriga mais 1.300 espécies de flora e fauna, sendo que pelo menos 93 delas já se encontram sob algum grau de ameaça de extinção.
Só no arquipélago já foram registradas 100 espécies de aves, por visitantes e residentes, sendo que o local é considerado um dos maiores ninhos de aves marinhas do país.
Em Alcatrazes, podemos observar 259 espécies de peixes protegidas, algumas com destaque ecológico, outras ameaçadas de extinção. Como por exemplo, a garoupa, o tubarão-martelo, o cação-anjo, a raia-viola e a raia-manta.
Ecoturismo sustentável no Refúgio de Alcatrazes
Já o programa de ecoturismo no Refúgio de Alcatrazes foi planejado com base em modelos de gestão, bem como experiências nacionais e internacionais.
O objetivo foi conciliar a necessidade de conservação do arquipélago dos Alcatrazes com o turismo, para que a parceria pudesse permitir uma maior colaboração com o desenvolvimento econômico da região.
Para tanto, foi criado um Plano de Manejo pela equipe do Refúgio (ICMBio) em que participaram o seu conselho consultivo, a Marinha do Brasil, operadores de turismo e pesquisadores parceiros.
O intuito foi criar normas que pudessem minimizar os impactos do turismo em Alcatrazes, mas ainda proporcionar uma experiência qualificada para quem o visitasse.
Todos os operadores de mergulho em Alcatrazes foram cadastrados e capacitados, sendo que as embarcações autorizadas tiveram que passar por adequações para conseguir reter seus resíduos, e assim evitar maiores danos aos ambientes recifais.
Monitoramento da Visitação Pública no Refúgio de Alcatrazes
Só depois de muitos estudos e planejamento, que a unidade de conservação ambiental do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes foi liberada para visitação.
No entanto, os visitantes devem seguir regras estipuladas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão do Arquipélago de Alcatrazes.
Nesse sentido, a visitação é feita somente por empresas autorizadas pelo Instituto, funcionando de quarta a domingo, das 8h às 16h.
É permitido a prática do mergulho autônomo e livre ou visita embarcada com mergulho de flutuação e observação de fauna marinhas (aves, peixes, mamíferos e tartarugas).
Não é cobrada nenhuma taxa de acesso ao Refúgio de Alcatrazes para os visitantes, porém, não se permite desembarcar nas ilhas.
O passeio é recomendado a todos que buscam experiências conscientes junto ao meio ambiente, que valorizam áreas protegidas e que possam oferecer o mínimo de interferência nos ecossistemas protegidos da região.
Uma das responsabilidades da equipe de monitoramento e gestão da unidade de conservação é monitorar os impactos da visitação ao longo do tempo, a fim de garantir a satisfação dos visitantes e assegurar a sustentabilidade ambiental e econômica das atividades locais.
Para mais informações, acesse o site da ICMBio.